quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

PRAÇA TIRADENTES

A Praça Tiradentes é o ponto mais central de Curitiba. 
Lá se encontra a Catedral, o Paço da Liberdade, o Marco Zero e o ponto de onde todas as distâncias de Curitiba são calculadas. 
 É mais antiga praça da cidade, com 9026 m², sendo o lugar onde oficialmente a cidade nasceu;.
De acordo com uma lenda local, o lugar teria sido escolhido pelo cacique Tindiqüera, da tribo Tingüi, para a transferência dos primeiros habitantes da região, até então, acampados às margens do rio Atuba, onde hoje situa-se o Bairro Alto. 
Até hoje, na praça encontra-se o monolito histórico, com a Cruz de Cristo, que simboliza o poder legalmente constituído pelo rei de Portugal, em 29 de março de 1693. 
Junto ao monolito está o Marco Zero da cidade, que é um marco para referências geodésicas, de onde são medidas e encontradas todas as distâncias, assinaladas as direções de Santa Catarina, "Iguassu", São Paulo e Paranaguá; a referência de nível de Curitiba; e o monolito que registra o local do Pelourinho levantado por Gabriel de Lara, com a Cruz de Malta, que representa o poder legalmente constituído do governo português, a justiça e a caracterização das vilas.
No passado, era conhecida como Largo da Matriz, por abrigar a pequena capela em torno da qual se desenvolveu a Vila Nossa Senhora da Luz e Bom Jesus dos Pinhais. 
No mesmo local da antiga capela está hoje a Catedral Metropolitana de Curitiba. 
Em 1880, quando da visita do imperador ao Paraná, o Largo da Matriz mudou seu nome para Largo Dom Pedro II e em 1889 passou a denominar-se, finalmente, Praça Tiradentes. 
Abriga bustos de personagens importantes da história do Brasil como Getúlio Vargas, Marechal Floriano Peixoto e Tiradentes, esta última de João Turin. 
No início de 1994, foi reformada com o objetivo de alterar o tráfego do anel central, além de servir como terminal de algumas linhas de ônibus urbanos, além de servir como ponto de partida da Linha Turismo (Jardineira). 
Em 2008 foram encontradas calçamentos de cunho arqueológico, datados da metade do século XIX; após uma grande reforma, a praça foi inaugurada, com um projeto de revitalização para dar visibilidade aos achados. 
No meio da praça, onde foi encontrada a calçada histórica mais importante, foi feito um trecho de 119 metros quadrados de piso de vidro laminado, sustentado por uma estrutura metálica, e uma iluminação especial foi instalada dentro do vidro para destacar a calçada.










PORTAL ITALIANO

O portal reproduz as construções típicas da imigração italiana e indica o portal de entrada do bairro de Santa Felicidade.
A imigração italiana no Brasil foi intensa a partir de 1878, até o início do século 20. 
Dirigiam-se, principalmente às lavouras de café no Estado de São Paulo, mas um grande número de imigrantes espalharam-se por todo o Sul e Sudeste do Brasil.
Em Curitiba, os italianos chegaram a partir de 1872, estabelecendo-se, como agricultores, em vários núcleos coloniais da região. Esses núcleos deram origem aos atuais bairros de Pilarzinho, Água Verde, Umbará e Santa Felicidade, entre outros. 
Com o passar do tempo, os italianos adotaram outras atividades, incluindo industriais e comerciais. Hoje, seus descendentes contribuem de forma importante, em todas as áreas de atividade em Curitiba.




PASSEIO PÚBLICO

O Passeio Público de Curitiba foi uma iniciativa do presidente da província, Alfredo d'Escragnolle Taunay, para resolver os problemas de terreno da área, que era um banhado.
O Passeio Público ocupa 69.285 m² da área Central de Curitiba.
Considerado um dos mais importantes símbolos da capital paranaense, é também uma grande área verde em plena área urbana, que apresenta espécies da fauna e flora paranaenses e algumas espécies estrangeiros, como: sabiá, tico-tico, chupim, sanhaço, garça branca, carvalho, jacarandá, canela, ipé-amarelo.
O parque é formado por diversos lagos e ilhotas, das quais se destaca a Ilha da Ilusão, que foi sede, em 20 de agosto de 1911, da "coroação" de Emiliano Perneta como o "Príncipe dos Poetas Paranaenses".










Zoológico
O Passeio Público foi o primeiro zoológico da cidade, e até meados da década de 1980 era uma das sedes principais do Zoológico de Curitiba, mas na atualidade sedia unicamente o departamento administrativo da entidade, e expõe apenas aves e outros animais de pequeno porte. 




 
 
Parque infantil
 Com a reinauguração do parquinho das crianças, em julho de 2010, foi instalada uma réplica metálica do Balão Granada, com altura de 5,39m, que é uma referência ao balão que agitou o "Passeio" em 21 de maio de 1909, quando alçou voo de dentro do Passeio Público, sob o comando da espanhola Maria Aida.
Após 34 minutos no ar e ao atingir a altura de 970 metros, o Granada terminou o seu percurso pendurado em uma das torres da então Igreja Matriz, hoje Catedral Basílica de Curitiba.
Esse brinquedo do parquinho das crianças no Passeio Público, não por acaso tem o formato de um balão, a forma de balão desse brinquedo é uma homenagem à uma senhora, Maria Aída, espanhola e esposa de um capitão dos ares, que em 1909 escolheu o Passeio Público como ponto de partida para o seu voo de balão sobre Curitiba.
Parece que alguma coisa deu errado na aventura e ela acabou no teto da Catedral na Praça Tiradentes, tendo que ser resgatada.
 A ela coube o mérito de ter sido a primeira mulher a voar num balão no Brasil.
O balão chama-se “Granada” e todo remendado, foi inflado numa chaminé com a queima de gravetos especais.
Dizem que ela foi ovacionada tão logo voltou ao solo após o resgate.


Feira de Produtos Orgânicos
Sábado é dia de feira em Curitiba e para quem gosta de produtos orgânicos (aqueles livres de conservantes e defensivos agrícolas), existem várias opções hoje em Curitiba.
 Uma que existe há mais de quinze anos é a feira de orgânicos do Passeio Público, que trabalha com produtos que vão das frutas e verduras até o leite e o café.
A feira é composta por uma grande quantidade de pequenos agricultores, alguns vendendo também produtos processados como farináceos.
Os feirantes contam com a assistência da vigilância sanitária.
A Feira de Orgânicos do Passeio Público funciona todos os sábados na Rua Presidente Faria das 07:00 as 12:00.






PARQUE TINGUI

O Parque Tingüi foi inaugurado em 1994 com 380 mil m² de área, às margens do rio Barigüi. 
Possui lagos, pontes de madeira cobertas, parque infantil, ciclovia e bastante área verde. Uma ótima opção de lazer em Curitiba. 
O Memorial Ucraniano é uma das principais atrações do Parque. 
O nome do Parque é uma homenagem aos índios tinguis que habitavam a região por época de sua colonização pelos portugueses. 
Uma estátua representando o cacique Tindiqüera, da tribo Tingüi, está colocada na entrada do Parque. 
Os índios tinguis cooperavam e prestavam serviços para os colonizadores europeus. 






PARQUE TANGUÁ

Inaugurado em novembro de 1996, representa mais uma etapa do projeto de preservação do curso do rio Barigüi, juntamente com os parques Tingui e Barigüi.
Com área total de 450 mil m2 , destacam-se no parque duas pedreiras, unidas por um túnel de 45 metros de extensão, que pode ser atravessado a pé, por uma passarela sobre a água. 
O parque conta ainda com pista de cooper, ciclovia, mirante , lanchonete e o Jardim Poty Lazzarotto.
Localiza-se na região norte da cidade, nos bairros Pilarzinho e Taboão.
Foi fundado em 23 de novembro 1996 e construído onde existiam duas pedreiras, atualmente desativadas. Garante a preservação da bacia norte do rio Barigüi, bem próximo à sua nascente, no município de Almirante Tamandaré.
Possui dois lagos e um túnel artificial, pelo qual os visitantes podem passar de barco.
Na área superior localiza-se o Jardim Poty Lazzarotto, inaugurado em 6 de junho de 1998.
O nome é uma homenagem ao artista local Poty Lazzarotto.
Anexo, existe um mirante a 65 m do lago da área inferior.







PARQUE SÃO LOURENÇO


O Parque São Lourenço, com 203.918 m², possui uma grande área de recreação que compreende, dentre outras coisas, uma grande pista para carrinhos de rolimã e um parquinho para as crianças.
Seu principal equipamento é o Centro de Criatividade, inaugurado em 1972 e administrado pela Fundação Cultural de Curitiba. 
Dedica-se à realização de atividades ligadas as artes plásticas, pesquisa de som, luz e movimento. 
Lá funciona uma biblioteca, um local para exposições, auditório, sala de projeção e são ministrados, ao longo do ano, cursos de arte, sob a orientação de pessoas especializadas. 
Nesta construção de 2.500 m² funcionava uma antiga fábrica de cola que aproveitava as águas represadas do Rio Belém. 
Por ocasião das chuvas intensas, em 1970 o rompimento do tanque São Lourenço desativou a antiga fábrica. 
Aproveitando o local, a Prefeitura de Curitiba desapropriou a área e iniciou as obras de paisagismo, restaurando o lago e adaptando a antiga fábrica a seu atual objetivo. 
As pesadas máquinas e caldeiras que serviam à fábrica foram mantidas e pintadas, transformando-se em enormes esculturas, elementos decorativos do local.
Em maio de 1994 o centro implantou o Liceu de Artes, para preservar antigas técnicas e treinar aprendizes, visando a sua colocação no mercado de trabalho. 
Aqui, a criatividade flui em meio à paz do campo, onde plácidos carneiros se destacam na paisagem. 
Aos sábados, uma feira de artesanato acontece das 10h às 17h.









Casa Erbo Stenzel
Inaugurado em 22 de junho de 1998, a Casa Erbo Stenzel é um museu bibliográfico dedicado ao escultor paranaense Erbo Stenzel (1911-1980), descendente de imigrantes alemães. 
Instalado em uma casa de madeira que já pertenceu ao artista, no Parque São Lourenço, foi concebido como referência ao trabalho do escultor que é autor de grandes monumentos públicos como o “Homem Nu”, na Praça 19 de Dezembro.
 O acervo é composto de documentos biográficos, estudos, gessos e maquetes das praças com suas obras. Há também réplicas de bustos de personagens da cena política e artística da cidade, além de uma sala específica para exposições temporárias relativas aos bens artísticos e culturais presentes nos logradouros públicos de Curitiba. 
O museu fica no Parque São Lourenço, na rua Mateus Leme, 4700.




Estátua Mateus Leme

Bandeirante paulista, Mateus Leme foi um dos primeiros povoadores de Curitiba, estabelecendo-se, com numerosa família, num sítio da região do rio Barigui. Nomeado Capitão-Povoador e sesmeiro pelo Capitão-Mor Gabriel de Lara, assinou o auto de criação do pelourinho de Curitiba em 1668. Mais tarde, em 1693, os habitantes se reuniram e solicitaram à Mateus Leme, por petição, a criação da Vila de Nossa Senhora da Luz e Bom Jesus dos Pinhais.
A estátua é de autoria de Elvo Benito Damo, num estilo que pode ser encontrado em várias outras estátuas de personagens históricos espalhados pela cidade. O texto acima foi extraído do mosaico fixado na base da estátua que fica no Parque São Lourenço, fotografada durante a última caminhada do Grupo de Caminhadas Observacionais.



São Lourenço
 Lourenço, famoso diácono da Igreja de Roma, confirmou com o martírio sob Valeriano (258) seu serviço de caridade, quatro dias após a decapitação do Papa Sisto II. 
Segundo tradição já divulgada no século IV, suportou intrepidamente atroz martírio na grelha, depois de distribuir os bens da comunidade aos pobres, por ele qualificados como verdadeiros tesouros da igreja. 
Foi sepultado no Campo Verano na Vila Tiburtina, onde Constantino edificou a basílica que tem o seu nome. 
Sua memória a 10 de agosto atestada, pela “Depositio Martyrum” (354). 
Seu nome é lembrado no Cânon Romano.



terça-feira, 8 de janeiro de 2013

PARQUE BARIGUI

O Barigui é um dos maiores e o mais freqüentado parque de Curitiba. Sábados, domingos e feriados o parque é um dos principais pontos de encontro da cidade e, durante a semana, é muito comum as caminhadas em volta do lago. São muitas as opções de entretenimento e lazer no Barigui.
Possui uma área de 1,4 milhão m², que fazia parte da sesmaria do capitão-povoador Mateus Leme. Foi transformado em parque em 1972, segundo o projeto do arquiteto Lubomir Ficinski.
O termo barigui tem origem indígena. Os índios locais deram esse nome ao rio que atravessa o parque e que pode ser traduzido como rio do fruto espinhoso, referindo-se as pinhas que caem dos muitos pinheiros do local.
O Parque Barigüi possui equipamentos de ginástica, sede campestre, churrasqueiras, restaurante, canchas poliesportivas, quiosques, Museu do Automóvel, Estação Maria Fumaça, parque de exposições, parque de diversão, pista de bicicross e aeromodelismo. O Parque também abriga a sede da Secretaria Municipal do Meio Ambiente.
Muita área verde, com mata nativa, envolve um grande lago de 400 mil m², formado por uma represa. Esse ambiente propicia o desenvolvimento de uma fauna rica. A região de Curitiba possui cerca de 200 espécies de aves e é possível encontrar muitas delas no parque, como os pavós, uma ave grande de peito vermelho, e o papagaio-do-peito-roxo, ameaçado de extinção. Encontra-se, também, capivaras, socós, garças, gambás, tico-ticos, gansos, e muitos outros animais.
Também existe um heliporto no parque, onde se pode alugar um helicóptero e percorrer vários pontos turísticos de Curitiba.










Museu do Automóvel

A história do Museu do Automóvel iniciou em 1968, quando um grupo de entusiastas por automóveis antigos, fundou o Clube de Automóveis e Antiguidades Mecânicas do Paraná – CAAMP, com o intuito de congregar os apreciadores destas máquinas antigas, incentivando a sua preservação.
Após oito anos de atividade, foi fundado em 1976 o Museu do Automóvel (atualmente um dos mais expressivos do gênero no país), para expor ao público o acervo de mais 150 veículos pertencentes aos sócios do CAAMP, constantemente alternados nas 80 vagas do Museu e divididos nas categoria antique, vintage, milestones e classic.
Merecem destaque entre outros: o FORD T Sport Runabout 1926, ERSKINE, FIAT 520 e STUDEBACKER 1928, HUPMOBILE Sport Roadster 1930, FORD Roadster e CHEVROLET Sedan Máster 1933, JEEP Anfíbio e PEUGEOT 202B 1942, CHEVROLET Style Line Station 1950, CADILLAC Presidencial 1952 e Eldorado 1953 único modelo existente no Brasil.
Destacam-se ainda, uma caleça francesa Rotschil de 1910, clássicos como o LINCOLN Continental 1947, o McLaren M23 (doado pela Philip Morris) com o qual Emerson Fittipaldi sagrou-se campeão mundial de Fórmula 1 em 1974, bicicletas, motocicletas e diversas curiosidades mecânicas.
Faça uma viagem ao passado visitando o Museu do Automóvel e conheça estas máquinas que marcaram o século XX. O Museu do Automóvel fica na Av. Cândido Hartmann, 2300 - Parque Barigui.