terça-feira, 1 de julho de 2014

O CONSELHO DE CLASSE NO COLÉGIO ESTADUAL DO PARANÁ: Relatório da 1ª Etapa dos 9º Anos do Ensino Fundamental e 1ª Séries do Ensino Médio Noturno



Pedagogo Alexandro Muhlstedt
e-mail: supervisoralex@hotmail.com

INTRODUÇÃO

O Conselho de Classe é um dos mais importantes espaços escolares, pois, tendo em vista seus objetivos, segundo Dalben (2004), "é capaz de dinamizar o coletivo escolar pela via da gestão do processo de ensino, foco central do processo de escolarização. É o espaço prioritário da discussão pedagógica.” De fato, segundo a autora, é mais do que uma reunião pedagógica; é parte integrante do processo de avaliação desenvolvido pela escola. Assim sendo, é o momento privilegiado para redefinir práticas pedagógicas com o objetivo de superar a fragmentação do trabalho escolar e oportunizar formas diferenciadas de ensino que realmente garantam a todos os alunos a aprendizagem.
Entendido como parte do processo avaliativo, o momento do Conselho de Classe configura-se como espaço de análise e tomada de decisão no cotidiano do Colégio Estadual do Paraná (doravante chamado CEP). Definidas as datas em Calendário Escolar, aprovado e homologado pela Direção e Núcleo Regional de Educação, cabe à Equipe Pedagógica organizar e dinamizar este momento.
Este relato descreverá o processo de Conselho de Classe desenvolvido pelo pedagogo Alexandro Muhlstedt nas turmas pelas quais é responsável, sendo os 9º Anos A, B, C e D do Ensino Fundamental do Turno da tarde, envolvendo 143 alunos e 17 professores, e 1° Séries A, B e C do Ensino Médio do turno da noite, com 75 alunos e 19 professores.

1. O QUE É CONSELHO DE CLASSE

O Regimento Escolar do CEP (2012), em seu artigo 97, explicita que:

O Conselho de Classe é um órgão colegiado, de natureza consultiva e deliberativa em assuntos didático-pedagógicos, tendo por objetivo analisar e avaliar o processo ensino-aprendizagem e decidir os procedimentos adequados a cada caso”.

Portanto, a finalidade primeira do Conselho de Classe é diagnosticar problemas e apontar soluções tanto em relação aos alunos e turmas, quanto aos docentes, sendo conduzidos pelos pedagogos da escola.
Sobre isso, ainda no Artigo 97 do Regimento do CEP fica clara a finalidade do Conselho de Classe, que é “[...] a de intervir em tempo hábil no processo de ensino-aprendizagem, oportunizando ao aluno formas diferenciadas de apropriar-se dos conteúdos curriculares estabelecidos” [...] .
O Conselho de Classe constitui-se, então, em um espaço de reflexão pedagógica, onde todos os sujeitos do processo educativo, de forma coletiva, discutem alternativas e propõem ações educativas necessárias à resolução das dificuldades apontadas no processo de ensino-aprendizagem. Essas análises, de acordo com o Artigo 101 do Regimento Escolar, devem ser lavradas em Livro Ata, pelo Secretário da escola, como forma de registro das decisões tomadas.
A preocupação do Conselho é dinamizar a gestão pedagógica. Sendo parte do processo de Avaliação ele tem algumas características específicas que possuem uma riqueza de possibilidades. Essas características principais são a participação direta dos profissionais, a organização interdisciplinar e a centralidade da avaliação escola como foco do trabalho. Essas características distinguem o Conselho de Classe de qualquer outra atividade que ocorre na escola, sendo espaço para verificar se os conteúdos, os objetivos e os processos avaliativos estão coerentes entre os professores, e alinhados àqueles procedimentos definidos pelo coletivo e tidos como necessários para as soluções dos problemas apontados.
Rocha (1984), conceitua Conselho de Classe como

[…] uma reunião dos professores da turma com múltiplos objetivos, entre outros destacamos: avaliar o aproveitamento dos alunos e da turma como um todo; chegar a um conhecimento mais profundo do aluno e promover a integração dos professores e de outros elementos da equipe da escola. (ROCHA, 1984, p. 9)

Neste conceito já se observa a forma conjunta e colaborativa dos integrantes da escola no espaço avaliativo que é o Conselho de Classe, ganhando importância porque reúne informações que muitas vezes passam despercebidas por alguns e que são fundamentais para o entendimento da situação escolar do aluno, e também do professor.
Por isso, organiza-se o Conselho de Classe em momentos, os quais determinam ações a serem implementadas tendo em vista a melhoria no processo ensino aprendizagem.

2. OS TRÊS MOMENTOS DO CONSELHO DE CLASSE

Buscando o alinhamento e a definição de procedimentos como forma de se estabelecer e legitimar um sentido do conselho de classe apontado anteriormente, em consonância com as diretrizes curriculares, bem como com as orientações da Secretaria de Estado da Educação do Paraná e Regimento Escolar do CEP, estabeleceu-se a constituição do conselho de classe em três momentos: Pré Conselho de Classe, Conselho de Classe e Pós Conselho de Classe.

2.1. Pré Conselho de Classe

O Pré-conselho são as ações que dizem respeito à aprendizagem do aluno, que antecedem ao Conselho de Classe. São os momentos de análise da aprendizagem do aluno que ocorrem no processo do dia a dia escolar. Caracteriza-se por um registro formal a respeito de cada turma. Para isso, foi realizada uma discussão em cada uma das turmas da tarde na qual os alunos preencheram documento sobre si mesmos, sua turma e seus professores. À noite, coube aos representantes de turma elencar questões sobre ensino, aprendizagem e relacionamento dos alunos.
O Pré Conselho de Classe foi realizado em 06 de maio no 9º A e B, em 12 de maio no 9º C e D, e em 07 de maio nas 1ª A, B e C.
Sobre suas turmas, os alunos assim escreveram:

TURMA
PARECER GERAL - ALUNOS
9°A
No geral o nível de aprendizagem é bom, a maioria dos professores traz diferentes métodos de aprendizagem que ajudam no ensino da matéria.
Durante as aulas há muita conversa que impede a turma de avançar em sua aprendizagem, prejudicando os que realmente querem aprender. Alguns alunos não param de conversar, nem sempre colaboram e são dispersos. Um lado bom da turma é que os alunos se dão bem fazendo com que o clima da sala seja bom.
Sobre o processo de avaliação, é regular, porque alguns professores não esclarecem notas de provas e trabalhos, o que prejudica de maneira geral. O conteúdo das avaliações é sempre bem compreendido. Quando há dúvidas durante a prova, na medida do possível são esclarecidas pelos professores.
O relacionamento é ótimo, se respeitam e não há brigas ou discussões. Mas a conversa estressa os professores, o que faz com que eles acabem sendo severos com a turma.
9°B
A turma está com muita dificuldade de aprendizagem, mas isso acontece porque ocorre muita conversa paralela e também tem alguns professores que não explicam bem. Isso dificulta. O alunos com dificuldades não estão sendo esclarecidos.
Os professores não estão utilizando o livro e não trazem muitos materiais diferenciados como folhas de atividades.
O comportamento da turma é ruim porque tem muita conversa paralela e bagunça.
No geral a turma se dá bem, se tratam com respeito. O relacionamento com a maioria dos professores é bom.
9°C
A aprendizagem está acontecendo de forma tranquila, porém alguns professores perdem o foco na hora da explicação. Aulas mais dinâmicas auxiliariam na aprendizagem, não deixando as aulas tão chatas.
O processo de avaliação está normal pois os professores explicam como deve ser feito, marcam data para entrega.
O relacionamento entre os alunos é tranquilo, não há desentendimento. Porém, há muita conversa e falta de compromisso que acaba atrapalhando a todos.
Os alunos não entregam os trabalhos na data prevista e não fazem como foi pedido pelos professores. Mesmo com uma segunda chamada não é levado a sério.
9°D
A questão da aprendizagem é ruim, pois tem professor que não explica direito ou fica desviando o assunto, professores com explicações muito lentas ou rápidas demais, professores que só explicam mas não passam conteúdo no caderno. Estamos sem livro didático e isso dificulta na hora de estudar para as provas.
Sobre os alunos o comportamento é ruim, praticamente ninguém obedece. Tem muita conversa paralela.
O relacionamento é bom, todos os alunos se dão bem e se ajudam (mas existem exceções).
Esperamos que tenha mais responsabilidade dos alunos e dos professores também, com aulas práticas, divertidas ou um grupo ajudando no aprendizado.
1ºA
Quando indagados sobre o perfil da turma, o 1º A relata que percebem a turma “um pouco tranquila com alunos que estão interessados em aprender”. Dizem também que há exceções, havendo alunos desinteressados. Como ponto positivo, dizem que a turma é quieta, sem maiores complicações no que diz respeito a algazarra e que os alunos “respeitam os professores”.
Em contrapartida, é uma turma que “se dispersa muito facilmente”. Os representantes sugerem que se desfaça as “patotinhas” e ocorram mudanças no “hábito de se relacionar uns com os outros”.
No que se refere à aprendizagem, mencionam como pontos favoráveis “a vontade de aprender da turma e de ensinar, de alguns professores” salientando que as dificuldades em aprender decorre do “modo de ensino de alguns professores”, citando que há professores que não realizam a revisão antes da aplicação das provas.
1°B
Quando indagados sobre o perfil da turma, os representantes de turma do 1º B relatam que os alunos de sua turma são “desorganizados, conversadores demais, mas unidos”. Como ponto positivo, mencionam as questões de “união, respeito entre si e cooperação”.
Como pontos a melhorar, destacam que a turma precisa “parar as conversas paralelas e ter mais motivação nas aulas”.
No que se refere à aprendizagem, o ponto favorável é “a união da turma quando necessário”, mas que essa união tem trazido também dificuldades em aprender melhor, destacando que é necessário que a turma melhore nas questões de “conversas paralelas e brincadeirinhas fora de hora”.
1°C
Quando indagados sobre o perfil da turma, os representantes de turma do 1º C relatam que a sua turma é “bagunceira, mas cooperativa”. Como ponto positivo, mencionam que a turma “participa da aula e tem uma conscientização grupal” sobre a importância dos estudos.
Como pontos a melhorar, destacam que a turma precisa “parar com as conversas paralelas”.
No que se refere à aprendizagem, o ponto favorável é “participação dos alunos” nas atividades propostas pelos professores. Mas ao mesmo tempo que participam da aula, exageram nas “conversas paralelas” o que tem trazido dificuldades para uma melhor aprendizagem e atrapalhos no trabalho dos professores.

Com a realização do Pré Conselho de Classe foi possível efetivar o levantamento de dados qualitativos sobre os alunos, as turmas e os professores. Esses dados podem ser compreendidos, em sua subjetividade, como pontos de vistas que influenciam, grosos modo, no rendimento e desempenhos dos alunos.
Serviu também como elemento de Pré Conselho de Classe, as notas avaliadas e os pontos obtidos pelos alunos, bem como o total de faltas de cada um, publicados na Planilha Eletrônica pelos professores.
Essa Planilha, organizada pela Secretaria e Grupo de Informática da escola, possibilita ao pedagogo, o acesso aos números anteriormente mencionados e com isso a formação de um juízo sobre o desempenho geral dos alunos.
A análise dos dados constantes na Direção Auxiliar, por meio do registro de ocorrências (atrasos e problemas de indisciplina), bem como os registros de faltas (encaminhados pelos professores) são informações importantes que contribuem para a análise do desempenho e rendimento da turma, considerando também as particularidades dos alunos.
O conjunto de dados levantados, rico em quantidade e qualidade, possibilita que o pedagogo responsável pelas turmas e os professores entendam os fenômenos que acontecem em cada uma das turmas e, assim, tomem as decisões mais adequadas na condução de seu trabalho pedagógico.

2.2. Momento do Conselho de Classe

O Conselho de Classe propriamente dito é a atividade que acontece em dia e horário definido no Calendário escolar em que professores e pedagogo se reúnem para verificar se os objetivos, processos, conteúdos e avaliação estão coerentes com o referencial do trabalho pedagógico da escola. No caso, o dia e horários do Conselho foram divulgados com antecedência.
A intenção preponderante nesse momento é definir, juntos, o que será feito para atender as necessidades de mudança, o (re) direcionamento dos aspectos levantados no diagnóstico das turmas (Pré-conselho) e a sistematização das ações pedagógicas.
No momento do Conselho de Classe, o perfil do aluno (de acordo com a percepção do professor não é a questão que mais interessa). Interessa sim os aspectos da aprendizagem do aluno no sentido de buscar alternativas para sanar os problemas que forem diagnosticados. Por isso, o pedagogo orientou os professores nesse quesito, a fim de não que façam julgamentos comportamentais ou mesmo rotulação de alunos. Afinal, o Conselho não pode ser transformado em espaço de desabafo coletivo ou cascata de queixas, que mais se assemelha a um tribunal onde o aluno é o réu.
Compreende-se que quando o Conselho de Classe enfatiza a descrição comportamental, ou totulação do aluno, acaba tendo um caráter comportamentalista, sendo usado como uma espécie de “caça às bruxas”. E por isso mesmo, é um tipo de registro que se mostra completamente inadequado para efetivar o objetivo que é definir possibilidades de ação para sanar as dificuldades nos processos de ensino e aprendizagem.
O pedagogo reforçou a ideia de que as questões pontuais que incidem sobre comportamento do aluno devem ser partilhadas ao longo da etapa, buscando a resolução de problemas e assim, evitar no momento do Conselho de Classe, o relato de tais questões. Com isso, enfocando a busca por outras alternativas de ações mais efetivas, a análise torna mais rica e foge-se da armadilha de permanecer no simples relato.
Vale ressaltar que as falas do professor sobre os alunos devem incidir sobre os aspectos que condicionam a aprendizagem e não a rótulos estereotipados com visões deterministas, inatistas ou ambientalistas. Sabe-se o quanto é complicado reconhecer que em alguns casos a dificuldade de aprendizagem pode ser expressão da metodologia adotada pelo professor. Mesmo assim, em muitos casos, é necessário rever as práticas para que o trabalho com os conteúdos seja eficiente. Nesse sentido, faz-se necessário refletir se a não aprendizagem apenas incide em responsabilizar o aluno. Essa reflexão foi tomando corpo nos momentos de hora atividade, por meio das conversas pedagógicas entre professores e pedagogo.
Para que o Conselho de Classe se efetivasse como espaço de reflexão e tomada de decisão, o pedagogo apresentou alguns critérios norteadores do processo de avaliação geral:

a. Excesso de conversa
b. Falta de atenção nas atividades realizadas
c. Não realização de atividades de sala e/ou de casa
d. Atrasos
e. Faltas

Esses critérios serviram de apoio para analisar o aluno em sua aprendizagem, esforçando-se para fazer emergir possibilidades de ação quanto a suiperação das dificuldades apontadas.
Nesse sentido, sugeriu-se como principais encaminhamentos:

a. Convocação de Pais / Responsáveis - Termo de Compromisso
b. Orientação Individual do aluno
c. Orientação da turma
d. Programa de Combate à Evasão (Conselho Tutelar)
e. Diálogo junto aos professores - redirecionar a Ação Pedagógica

Esses critérios auxiliaram a não perder o foco na discussão e a tomar as decisões para os casos apresentados. Afinal, “Chamar os pais”, tipo de encaminhamento comum e quase exclusivo, único tipo de encaminhamento, pode acabar em “cortina de fumaça” para camuflar os problemas concretos de aprendizagem.
O Conselho de Classe foi iniciado com a solicitação de parecer geral de cada uma das turmas e em seguida o pedagogo apresentou o parecer elaborado pelos alunos. Em seguida, passou-se a mencionar cada aluno da turma, sobre os quais os professores foram apontando as questões de aprendizagem. Para não haver confusão entre o nome e a pessoa do aluno foi apresentado um “carômetro” com a foto e nome do aluno e assim faciltar a análise, associando aluno e parecer.
Para cada uma das turmas foi feito Ata, resguardando seu caráter pedagógico, que foi assinada pelos participantes, recolhida para ser organizada e utilizada na implementação das ações Pós Conselho de Classe.

Ao iniciar o Conselho de Classe, foi solicitado que os professores apresentassem um panorama geral da turma, pontuando questões sobre rendimento e desempenho. As “falas” dos professores podem ser notadas na tabela a seguir:

TURMA
PARECER GERAL - PROFESSORES
9°A
Turma que tem apresentado comportamento imaturo, irresponsável com os estudos (muitos alunos não fazem trabalhos de casa) e sem compromisso. Tem havido muitas faltas em dias de prova, sendo observado que os alunos são desatentos durante a aula e muitas vezes não ouvem o professor. Há alunos com dificuldades de aprendizagem, mas interessados. Há focos de conversas paralelas. Necessidade de pais serem chamados para conversa e alunos, orientados.
9°B
A turma não apresenta dificuldades de aprendizagem, porém há muita conversa paralela o que tem atrapalhado o rendimento como um todo. Os alunos demonstram que não estão estudando em casa e é grande o número daqueles que não entregam trabalhos e tarefas. Alunos convocados para o reforço não estão vindo, sendo que são desorganizados em seus cadernos (mistura de disciplinas). Há casos pontuais de indisciplina, gritos e risadas. Pais serão chamados e alunos orientados no sentido de melhoria da postura e do rendimento.
9°C
A turma tinha perfil apático no início do ano e houve melhoria na interação dos alunos com os professores. Os alunos conversam bastante, mas prestam atenção durante a explicação dos professores. Há casos pontuais de brincadeiras e desrespeito, cujos alunos serão orientados.
Pais serão chamados para orientação.
9°D
No geral é uma boa turma, os alunos são participativos e fazem o que se pede em sala de aula. São alunos que questionam e têm boa produção. No entanto, há casos de indisciplina e conversas paralelas, havendo momentos de dispersão durante a aula. Há casos específicos de faltas, gazetas e uso de celular em sala. Há alunos que demonstram não estudar em casa. Solicita-se chamar os pais, conversar individualmente com os alunos mencionados e cobrar mais empenho nas atividades.
1ºA
Turma que apresenta comportamento imaturo e indisciplinado. Os alunos em geral têm baixo rendimento e não fazem as tarefas. Em sala de aula tem muita conversa paralela e uso do celular.
1°B
Turma que conversa excessivamente sobre assuntos fora da aula, os alunos fazem brincadeirinhas fora de hora e há conflitos entre eles. Perde-se muito tempo até começar a aula e tem sido difícil aos professores ministrar suas aulas. Há bons alunos, responsáveis, que ficam “acuados” pelo mau comportamento de alguns.
1°C
Turma cujos alunos costumam se atrasar, especialmente após o recreio, de orando muito para se acalmar e prestar atenção. Há conversas paralelas e uso do celular em sala de aula.
São alunos inteligentes, mas não têm aproveitado o próprio potencial. Registram-se poucas faltas e tem havido um bom rendimento , de modo geral.

Sobre a necessidade de conversa com alunos e seus pais, foram solicitadas as conversas com os seguintes alunos:
TARDE
NOITE
TURMA
Nº DE ALUNOS
TURMA
Nº DE ALUNOS
9°A
08
1ºA
08
9°B
08
1°B
12
9°C
08
1°C
06
9°D
07





No sentido de valorizar e evidenciar o bom desempenho e rendimento escolar dos alunos foram chamados aqueles que apresentaram boas notas na 1ª Etapa.
TARDE
NOITE
TURMA
Nº DE ALUNOS
TURMA
Nº DE ALUNOS
9°A
08
1ºA
05
9°B
11
1°B
05
9°C
09
1°C
06
9°D
08





2.3. Pós Conselho de Classe

O momento do Pós Conselho de Classe ocorre pela retomada dos conteúdos por parte do professor e da metodologia de ensino. Também são realizadas as orientações aos alunos (individual ou coletivamente), encaminhamentos às famílias e elaboração dos gráficos de desempenho e rendimento.
É a efetivação das ações didático pedagógicas sendo que as principais são:


ENCAMINHAMENTO
DESCRIÇÃO DA AÇÃO
Convocação de Pais
É o caso dos alunos indisciplinados ou que não têm cumprido adequadamente às atividades escolares. Ta
mbém os casos de alunos que gazeiam aula ou causam algum tipo de prejuízo patrimonial.
Incluem-se baixos rendimentos nas diferentes disciplinas, com falta de atenção e disciplicência. Há registro na Ficha do aluno e é feito Teermo de compromisso.
Orientação individual do aluno
Chamada dos alunos, pelo pedagogo da truma, com o objetivo de orientar sobre notas baixas, bem como para ouvi-los, desvelando as razões por baixo desempenho.
Registro na Ficha Individual do Aluno e assinatura de termo de compromisso.
Orientação da turma
Ações a serem implementadas pelo pedagogo da turma a fim de sanar os problemas que tenham sido mencionados, como desinteresse, bagunça, desrespeito, displicência e irresponsabilidade com os estudos.
Também a questãode faltas às aulas, gazetas ou atrasos são mencionados.
Encaminhamento ao Programa de Combate à Evasão
É o caso dos alunos faltosos sem justificativa. O Programa de Combate à Evasão está vinculado ao Conselho Tutelar o qual deve ser acionado em caso de faltas injustificadas do aluno à escola.
Diálogo junto aos professores – redirecionar a Ação pedagógica
Apresentação dos resultados do Conselho de Classe junto aos professores que, por algum motivo, não estiveram presentes e também das observações realizadas pelos estudantes no Pré Conselho, no qual apontam os pontos positivos e os pontos a melhorar, tendo em vista maior êxito no processo de ensino aprendizagem.

Todas essas ações, registradas em atas e nos pareceres da turma, assumem um caráter de meta a ser alcançada na estapa seguinte, tendo sempre como foco a resolução dos problemas apontados, bem como a ênfase num processo em que todos concretizar o seu trabalho.
Inclui-se como ação Pós Conselho a Reuniões de Pais, na qual pais e responsáveis são convocados para conversarem com professores, bem como receberem a orientação e readequação das metodologias docentes nos casos em que tenha sido constatado baixo desempenho da turma em função do tipo de metodologia adotada pelo professor.
No que diz respeito à avaliação na condução do Conselho de Classe, foi realizada reunião junto à Chefia da Divisão Educacional e Coordenadores do Ensino Fundamental, bem como as pedagogas das outras turmas do Ensino Fundamental. Nessa reunião foi possível apontar os pontos positivos e os pontos a melhorar com intuito de reorganizar a trajetória para o próximo Conselho de Classe.
Pretende-se fazer um quadro, a ser enviado para cada professor, com o parecer geral da turma, as observações dos alunos no Pré Conselho e as ações a serem implementadas.

TURMA
PARECER GERAL DA TURMA
- PROFESSORES -
PARECER GERAL DA TURMA
- ALUNOS -
ENCAMINHAMENTOS
9°A
Turma que tem apresentado comportamento imaturo, irresponsável com os estudos (muitos alunos não fazem trabalhos de casa) e sem compromisso.
Tem havido muitas faltas em dias de prova, sendo observado que os alunos são desatentos durante a aula e muitas vezes não ouvem o professor.
Há alunos com dificuldades de aprendizagem, mas interessados.
Há focos de conversas paralelas.
Necessidade de pais serem chamados para conversa e alunos, orientados.
No geral o nível de aprendizagem é bom, a maioria dos professores traz diferentes métodos de aprendizagem que ajudam no ensino da matéria.
Durante as aulas há muita conversa que impede a turma de avançar em sua aprendizagem, prejudicando os que realmente querem aprender. Alguns alunos não param de conversar, são dispersos e nem sempre colaboram. Um lado bom da turma é que os alunos se dão bem fazendo com que o clima da sala seja bom. O relacionamento é ótimo, se respeitam e não há brigas ou discussões. Mas a conversa estressa os professores, o que faz com que eles acabem sendo severos com a turma.
Sobre o processo de avaliação, é regular, porque alguns professores não esclarecem notas de provas e trabalhos, o que prejudica de maneira geral. O conteúdo das avaliações é sempre bem compreendido. Quando há dúvidas durante a prova, na medida do possível são esclarecidas pelos professores.
1. Convocação, dia 20 de maio, dos Pais dos alunos.
Conversa com pais e alunos: apresentação de notas e rendimento e solicitação de empenho e dedicação. Registro na “Ficha do Aluno” do “Termo de Compromisso”. ( 19 a 28 de maio)

2. Orientação Individual aos alunos com baixo rendimento (entre 27 de maio a 4 de junho).

3. Orientação à turma quanto aos atrasos e faltas (especialmente em dias de provas) – Previsão para 2 a 11 de junho).

4. Chamamento de alunos com bom desempenho e orientação para continuarem empenhados e dedicados aos estudos (em 30 de maio).

5. Reunião de Pais com professores – 31 de maio.

6. Apresentação aos professores das “falas” dos alunos no Pré Conselho (entre 26 a 02 de junho
9°B
A turma não apresenta dificuldades de aprendizagem, porém há muita conversa paralela o que tem atrapalhado o rendimento como um todo.
Os alunos demonstram que não estão estudando em casa e é grande o número daqueles que não entregam trabalhos e tarefas.
Alunos convocados para o reforço não estão vindo, sendo que são desorganizados em seus cadernos (mistura de disciplinas).
Há casos pontuais de indisciplina, gritos e risadas.
Pais serão chamados e alunos orientados no sentido de melhoria da postura e do rendimento.
A turma está com muita dificuldade de aprendizagem, porque ocorre muita conversa paralela e tem alguns professores que não explicam bem. Os alunos com dificuldades não estão sendo esclarecidos.
Os professores não estão utilizando o livro e não trazem muitos materiais diferenciados como folhas de atividades.
O comportamento da turma é ruim porque tem muita conversa paralela e bagunça. No geral a turma se dá bem, se tratam com respeito. O relacionamento com a maioria dos professores é bom.
1. Convocação, dia 20 de maio, dos Pais dos alunos.
Conversa com pais e alunos, apresentação de notas e rendimento e solicitação de empenho e dedicação. Registro na Ficha do Aluno do “Termo de Compromisso”. ( 19 a 28 de maio)

2. Orientação individual aos alunos com baixo rendimento (entre 27 de maio a 4 de junho).

3. Orientação à turma quanto aos atrasos e faltas (especialmente em dias de provas) – Previsão de 2 a 11 de junho).

4. Chamamento de alunos com bom desempenho e orientação para continuarem empenhados e dedicados aos estudos (em 30 de maio).

5. Reunião de Pais com professores – 31 de maio.

6. Apresentação aos professores das “falas” dos alunos no Pré Conselho (entre 26 a 02 de junho
9°C
A turma tinha perfil apático no início do ano e houve melhoria na interação dos alunos com os professores.
Os alunos conversam bastante, mas prestam atenção durante a explicação dos professores.
Há casos pontuais de brincadeiras e desrespeito, cujos alunos serão orientados.
Pais serão chamados para orientação.
A aprendizagem está acontecendo de forma tranquila, porém alguns professores perdem o foco na hora da explicação. Aulas mais dinâmicas auxiliariam na aprendizagem, não deixando as aulas tão chatas.
O processo de avaliação está normal pois os professores explicam como deve ser feito e marcam data para entrega dos trabalhos. Porém, os alunos não entregam os trabalhos na data prevista e não fazem como foi pedido pelos professores. Mesmo com uma segunda chamada, não é levado a sério.
O relacionamento entre os alunos é tranquilo, não há desentendimento. Porém, há muita conversa e falta de compromisso que acaba atrapalhando a todos.
1. Convocação, dia 20 de maio, dos Pais dos alunos.
Conversa com pais e alunos: apresentação de notas e rendimento e solicitação de empenho e dedicação. Registro na Ficha do Aluno do “Termo de Compromisso”. ( 19 a 28 de maio)

2. Orientação individual aos alunos com baixo rendimento (entre 27 de maio a 4 de junho).

3. Orientação à turma quanto aos atrasos e faltas (especialmente em dias de provas) – Previsão de 2 a 11 de junho).

4. Chamamento de alunos com bom desempenho e orientação para continuarem empenhados e dedicados aos estudos (em 30 de maio).

5. Reunião de Pais com professores – 31 de maio.

6. Apresentação aos professores das “falas” dos alunos no Pré Conselho (entre 26 a 02 de junho
9°D
No geral é uma boa turma, os alunos são participativos e fazem o que se pede em sala de aula.
São alunos que questionam e têm boa produção.
No entanto, há casos de indisciplina e conversas paralelas, havendo momentos de dispersão durante a aula.
Há casos específicos de faltas, gazetas e uso de celular em sala.
Há alunos que demonstram não estudar em casa.
Solicita-se chamar os pais, conversar individualmente com os alunos mencionados e cobrar mais empenho nas atividades.
A questão da aprendizagem é ruim, pois tem professor que não explica direito ou fica desviando o assunto, professores com explicações muito lentas ou rápidas demais, professores que só explicam mas não passam conteúdo no caderno. Estamos sem livro didático e isso dificulta na hora de estudar para as provas.
Sobre os alunos, o comportamento é ruim, praticamente ninguém obedece e tem muita conversa paralela.
O relacionamento é bom, todos os alunos se dão bem e se ajudam (mas existem exceções).
Esperamos que tenha mais responsabilidade dos alunos e dos professores também, com aulas práticas, divertidas ou um grupo ajudando no aprendizado.
1. Convocação, dia 20 de maio, dos Pais dos alunos.
Conversa com pais e alunos: apresentação de notas e rendimento e solicitação de empenho e dedicação. Registro na Ficha do Aluno do “Termo de Compromisso” ( 19 a 28 de maio)

2. Orientação individual aos alunos com baixo rendimento (entre 27 de maio a 4 de junho).

3. Orientação à turma quanto aos atrasos e faltas (especialmente em dias de provas) – Previsão de 2 a 11 de junho).

4. Chamamento de alunos com bom desempenho e orientação para continuarem empenhados e dedicados aos estudos (em 30 de maio).

5. Reunião de Pais com professores – 31 de maio.

6. Apresentação aos professores das “falas” dos alunos no Pré Conselho (entre 26 a 02 de junho
1ºA
Turma que apresenta comportamento imaturo e indisciplinado.
Os alunos em geral têm baixo rendimento e não fazem as tarefas.
Em sala de aula tem muita conversa paralela e uso do celular.
A turma é “um pouco tranquila com alunos que estão interessados em aprender”, mas há exceções, havendo alunos desinteressados.
A turma é quieta, sem maiores complicações pois os alunos “respeitam os professores”, mas turma que “se dispersa muito facilmente”. Sugerem que se desfaça as “patotinhas” e ocorram mudanças no “hábito de se relacionar uns com os outros”.
No que se refere à aprendizagem é ponto favorável “a vontade de aprender da turma e de ensinar, de alguns professores” . As dificuldades em aprender decorre do “modo de ensino de alguns professores”. Há professores que não realizam a revisão antes da aplicação das provas.
Alunos serão chamados para orientação individual.

Contato com os pais / responsáveis para informar a situação escolar.

Orientação para turma exigindo mais empenho e responsabilidade com os estudos.
1°B
Turma que conversa excessivamente sobre assuntos fora da aula, os alunos fazem brincadeirinhas fora de hora e há conflitos entre eles.
Perde-se muito tempo até começar a aula e tem sido difícil aos professores ministrar suas aulas.
Há bons alunos, responsáveis, que ficam “acuados” pelo mau comportamento de alguns.
Os alunos da turma são “desorganizados, conversadores demais, mas unidos”. Como ponto positivo tem a questão da “união, respeito entre si e cooperação”.
Como pontos a melhorar a turma precisa “parar as conversas paralelas e ter mais motivação nas aulas”.
O ponto favorável da aprendizagem é “a união da turma quando necessário”, mas essa união tem trazido também dificuldades em aprender melhor.
É necessário que a turma melhore o comportamento de “conversas paralelas e brincadeirinhas fora de hora”.
Alunos serão chamados para orientação individual.

Contato com os pais / responsáveis para informar a situação escolar.

Orientação para turma exigindo mais empenho e responsabilidade com os estudos.
1°C
Turma cujos alunos costumam se atrasar, especialmente após o recreio, de orando muito para se acalmar e prestar atenção.
Há conversas paralelas e uso do celular em sala de aula.
São alunos inteligentes, mas não têm aproveitado o próprio potencial.
Registram-se poucas faltas e tem havido um bom rendimento , de modo geral.
A turma é “bagunceira, mas cooperativa”.
O ponto positivo é que a turma “participa da aula e tem uma conscientização grupal” sobre a importância dos estudos.
Como ponto a melhorar a turma precisa “parar com as conversas paralelas”.
No que se refere à aprendizagem, o ponto favorável é a “participação dos alunos” nas atividades propostas pelos professores. Mas ao mesmo tempo que participam da aula, exageram nas “conversas paralelas” o que tem trazido dificuldades para uma melhor aprendizagem e atrapalhos no trabalho dos professores.
Alunos serão chamados para orientação individual.

Contato com os pais / responsáveis para informar a situação escolar.

Orientação para turma exigindo mais empenho e responsabilidade com os estudos.

3. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Levando em consideração que a função principal do Conselho de Classe é mediar e articular as situações do processo ensino-aprendizagem, tona-se fundamental que o pedagogo das turmas realize com competência, ética e compromisso um processo de análise dos dados coletados no Pré Conselho. Essa análise contribui para que sejam implementados encaminhamentos para superação das dificuldades diagnosticadas pelo colegiado. Tudo isso sem perder o foco que é a melhoria do processo de ensino e aprendizagem.
Nesse sentido, acaba efetivando também um processo de Auto Avaliação, na qual o professor toma consciência da sua própria ação, de suas limitações e acertos; o pedagogo da turma analisa com mais cuidado o trabalho pedagógico, bem como as reais condições de trabalho na escola e o aluno e sua família tomam consciência de seu desempenho escolar, sendo auxiliado a superar as dificuldades.
Vale ressaltar que o Conselho de Classe, quando bem feito, contribui para que se faça uma análise diagnóstica de cada uma das turmas, porque se utiliza de dados qualitativos e quantitativos, sem contar que ocorre o levantamento dos alunos que apresentam dificuldades e defasagem de aprendizagem, bem como os problemas decorrentes da indisciplina.
Evidencia-se que o Conselho de Classe deve primar pela autenticidade na busca do melhor resultado para o aluno, sendo que as informações passadas nas reuniões devem ser estudadas, pesquisadas e avaliadas antes de qualquer tomada de decisão. E todo processo adotado deve ter continuidade e ser objeto de análise.
Por fim, o Conselho de Classe legitima-se como momento de tomada de decisão, no qual professores e pedagogo da turma definem, coletivamente, o que será feito para atender as necessidades de mudança, redirecionando os aspectos levantados no diagnóstico das turmas e sistematizando as ações pedagógicas.

4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

CRUZ, C. H. C. Conselho de Classe e participação. Revista de Educação. AEC. Brasília: AEC do Brasil, nº. 94, jan./mar 1995, p. 11 – 136.
DALBEN, Â. I. L. F. Conselho de Classe e avaliação - perspectivas na gestão pedagógica da escola. 3. ed. Campinas: Papirus, 2006. (Coleção magistério: formação e trabalho pedagógico).
LIBÂNEO, J. C. Organização e gestão da escola: teoria e prática. 5. ed. revista ampliada – Goiânia: Editora Alternativa, 2004.
LUCKESI, C. C. Avaliação de aprendizagem escolar: estudos e proposições. 17. ed. São Paulo: Cortez, 2005.
ROCHA, A. D. C. Conselho de Classe: burocratização ou participação. Rio de Janeiro: F. Alves, 1984.
SANT’ANNA, I. M. Por que avaliar? Como avaliar? critérios e instrumentos. Petrópolis: Vozes, 1995.
PARANÁ, Conselho Estadual de Educação. Deliberação nº 007/99, de 09 de abril de 1999. Normas Gerais para avaliação do aproveitamento escolar, recuperação de estudos e promoção de alunos, do sistema estadual de ensino, em nível do ensino fundamental e médio. Relatores: Marília Pinheiro Machado de Souza e Orlando Bogo.

VASCONCELLOS, C. S. Avaliação: Concepção Dialética Libertadora do Processo de Avaliação Escolar. Cadernos Pedagógicos do Libertad, v.3. São Paulo: Libertad, 1994.